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Reconhecida como um dos mais importantes polos produtores do país, a Alta Mogiana engloba do nordeste paulista ao sudoeste mineiro. Seus 23 municípios compartilham um terroir excepcional combinando solo, clima e altitude ideais voltados para a excelência dos cafés especiais. Além disso essa potência agrícola colhe cerca de 4 milhões de sacas por ano.
A Alta Mogiana acumula mais de dois séculos de atuação contínua na cafeicultura. Sobretudo, a consolidação deste pólo produtivo resulta de uma combinação exata entre aptidão natural e desenvolvimento socioeconômico.
Sendo assim, o protagonismo da área na produção de cafés de excelência apoia-se diretamente em três fatores estruturais:
Aptidão edafoclimática: A união entre solo rico, altitudes elevadas e clima bem definido estabelece o ambiente agronômico ideal para o cultivo de grãos superiores.
Dinâmica migratória: A chegada maciça de imigrantes, majoritariamente italianos, forneceu a força de trabalho e a expertise agrícola necessárias para expandir as lavouras.
Eficiência logística: A superação dos gargalos de transporte no final do século XIX viabilizou a distribuição em larga escala da produção local.
Sob o mesmo ponto de vista histórico, o avanço produtivo acelerou de forma definitiva quando a Companhia Mogiana de estradas de ferro iniciou o escoamento de cargas. A infraestrutura mudou a realidade econômica local.
Consequentemente, a via férrea de 1885 solucionou a distribuição da safra e batizou oficialmente o território. A linha operou como o eixo logístico central para escoar as sacas de café das fazendas para o mercado.

Estação de Jaguara, integrante da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (CMEF) — Registro de 1970
Fonte: https://www.uberabaemfotos.com.br/2019/08/a-imponente-estacao-de-jaguara.html
A região da Alta Mogiana apresenta um conjunto de fatores geográficos, geológicos e climáticos muito específicos que favorecem o cultivo de cafés de alta qualidade:
Relevo e altitude: A região está em um planalto de serras suaves no norte do estado de São Paulo e no Vale do Rio Grande em Minas Gerais. As altitudes variam entre 900 a 1.000 metros. É importante ressaltar que esse é um dos fatores que facilita a mecanização das áreas.
Clima e temperatura: A região tem temperaturas de 20°C. A temperatura média da Alta Mogiana no verão fica na casa dos 21° já no inverno 17°C.
Pluviosidade e regime hídrico: A Alta Mogiana conta com um fornecimento de água e regime hídrico bastante satisfatórios. A precipitação anual gira em torno de 1.623 mm, com uma estação chuvosa muito bem demarcada entre os meses de outubro e abril.
Solo: O território apresenta uma grande heterogeneidade de solos. Por responderem muito bem a tecnologias de correção de acidez e fertilização, esses solos se tornaram altamente produtivos e propícios para a cultura do café
Contando com variações como: Catuaí vermelho, Bourbon Amarelo, Obatan,Catucaí Amarelo. Os cafés são caracterizados por doçura intensa, corpo mais denso e acidez na média com um final longo e agradável: essas são algumas das características sensoriais que os Q-Graders experientes descrevem durante as degustações.

Devido aos seus planaltos e serras baixas, a Alta Mogiana tem grande parte da etapa de colheita feita por máquinas, o que contribuiu para um custo operacional mais baixo, e alto rendimento, empregando alta tecnologia durante a colheita.

Dessa forma com uma trajetória marcada por grandes realizações, a Alta Mogiana ostenta a sua prestigiada Indicação Geográfica (IG) como prova de sua excelência. O grande diferencial desse terroir é conseguir unir o melhor dos dois mundos: garantir o abastecimento com um alto volume de produção sem jamais abrir mão de uma qualidade sensorial inigualável na xícara.