?>

A safra brasileira de 2026 possui projeções extremamente positivas de recorde histórico, superando até o volume alcançado em 2020. Juntas, as colheitas de Arábica e Canephora (Robusta/Conilon) podem formar o maior ciclo já registrado para a cafeicultura global.
Esse cenário de abundância é resultado de uma combinação perfeita de fatores estruturais e agronômicos. De um lado, há o aumento expressivo das áreas de cultivo: de acordo com o 1º Levantamento da Conab para a safra 2026, o espaço destinado aos cafezais chegou a cerca de 2,3 milhões de hectares (3,5% acima do ciclo anterior). Esse avanço soma-se aos contínuos investimentos em tecnologias e manejo de precisão. Do outro, a safra reflete o ciclo de bienalidade positiva na maioria das lavouras.
Coroando essa união de fatores, o clima desempenhou um papel crucial. Embora 2025 tenha imposto severas adversidades, com ondas de calor e estiagem castigando os campos, a temporada de 2026 mudou o jogo logo no início do estágio reprodutivo. As excelentes condições pluviométricas e térmicas mitigaram o estresse hídrico das plantas, garantindo uma ótima granação (enchimento dos frutos) e impulsionando, de forma expressiva, a produtividade média nacional.
Regiões como Matas de Minas, Alta Mogiana e Espírito Santo já começaram a colher os primeiros frutos de forma tímida. O ritmo da operação, no entanto, ganhará cadência à medida que as chuvas vão diminuindo, propiciando uma melhor maturação e secagem dos grãos.
De maneira geral, o panorama que unifica todas as regiões é de profundo otimismo. Lavouras bem enfolhadas, frutos bem desenvolvidos e um clima cooperativo formam o cenário ideal para a safra 2026. Com a colheita ganhando mais força e volume no final de maio.