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A origem do café vai muito além de um ponto no mapa. Ela é o fator primário que determina não apenas o sabor que chega à xícara, mas toda a qualidade e confiabilidade de uma marca também. O ambiente geográfico e as práticas agrícolas locais são os grandes responsáveis por garantir três pilares fundamentais para o mercado de cafés especiais: perfil sensorial único, consistência dos lotes e segurança de fornecimento.
O Brasil é um país de dimensões continentais, extremamente rico em sua fauna e flora, e essa riqueza natural também se espelha no setor cafeeiro. Atualmente, o país é o líder absoluto no mercado internacional. Segundo dados do CECAFÉ (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) “O Brasil bateu o recorde anual de exportação em 2024, com o embarque de 50,443 milhões de sacas a 116 países, aferindo incrementos de 28,5% na comparação com o ano anterior e de 12,8% frente ao maior montante antecedente, registrado em 2020.”
Esse vasto território possibilita o cultivo em diferentes tipos de regiões. Cada uma delas possui características distintas de clima, relevo e solo que, aliadas à tradição e ao manejo cuidadoso dos produtores locais, compõem o chamado terroir. É essa diversidade que permite ao Brasil oferecer desde cafés mais encorpados e achocolatados até grãos com acidez e notas florais.

O terroir é a soma de vários fatores naturais e humanos que interfere nas características distintas de cada café, sendo essas variantes, clima (temperatura,chuva,umidade), altitude,
solo (minerais influenciam no perfil sensorial), topografia (exposição ao sol) Variedade de plantas e o manejo agrícola (adubação, poda, colheita e torra).
Garantir segurança de fornecimento e consistência exige diversificação. É por isso que a linha de produtos da Bourbon explora justamente o que há de melhor em diferentes origens do Brasil.
Através de um trabalho constante de acompanhamento e degustação em um país de tamanha proporção, definimos estrategicamente onde devemos atuar. Assim, criamos uma gama de produtos que apresenta não só uma grande consistência de entrega ao longo do ano, mas também uma incrível singularidade de cafés especiais.
A Bourbon faz questão de atuar e certificar a qualidade em oito regiões produtoras de café distintas, a fim de levar a melhor experiência que o café brasileiro pode oferecer. São elas:

São Paulo (Alta Mogiana);
800m a 1.100m;
Quente e temperado, temperatura média de 19.4 °C, sendo 21.°C no verão e 17 °C no inverno;
Catuaí (Vermelho e Amarelo), Bourbon Amarelo, Obatã e Catucaí;
Doçura marcante, corpo denso e acidez cítrica média. Notas de chocolate e nozes são comuns nesta região tradicional;
A consistência climática da Alta Mogiana garante lotes uniformes, ideais para torradores que buscam estabilidade em seus blends.

Minas Gerais (Mata de Minas);
950m a 1.400m;
Quente e temperado, temperatura média de 18.5 °C, sendo 22°C no verão e 16 °C no inverno.
Catuaí (Vermelho e Amarelo) e Catucaí;
Notas florais e vínicas, doçura intensa, toque herbáceo e frutas roxas (jabuticaba e uva);
A presença de microclimas variados permite a seleção de lotes com perfis sensoriais únicos, ideais para o mercado de microlotes de alta pontuação.

Minas Gerais (Cerrado Mineiro);
950m a 1.200m;
Quente e temperado, temperatura média de 20º.1C, sendo 22.3°C no verão e 16.7°C no inverno;
Arará, 2S2, Bourbon, Catuaí e Catucaí.;
Fragrância intensa, acidez cítrica brilhante e notas doces de caramelo e amêndoas/nozes.
Oferece um dos melhores índices de custo-qualidade do Brasil, unindo o terroir de alta altitude à tecnologia de ponta do Cerrado Mineiro.

Minas Gerais (Matas de Minas);
900m a 1.400m;
Quente e temperado, temperatura média de 18.7 °C, sendo 22°C no verão e 16.5 °C no inverno
Catuaí Amarelo, Catuaí Vermelho e Catucaí.
Notas de caramelo, chocolate amargo, florais e frutas cítricas. Corpo denso e acidez equilibrada.
Terroir de montanha com secagem em African beds e estufas, garantindo a pureza de cafés Washed e Natural e destaca-se pelo investimento em processos fermentativos.

Espírito Santo (Montanhas do Espírito Santo);
900m a 1.200m;
Quente e temperado, temperatura média de 19.8 °C, sendo 22.6 °C no verão e 16.9 °C no inverno.
Catuaí, Catucaí, Catimor, Mundo Novo, Caturra e Paraíso.
Exótico e tropical com notas de garapa, açúcar mascavo, maracujá, manga e acidez vibrante.
O microclima oceânico da região permite uma florada tardia e rara (entre janeiro e março), deslocando a colheita para o final do ano. Essa maturação singular, somada à transição para métodos washed e pulped natural, resulta em microlotes de elite (“top of top”)

Minas Gerais (Sul de Minas);
900m a 1.200m;
Quente e temperado, temperatura média de 19.1 °C, sendo 20.6°C no verão e 16.3 °C no inverno.
Catuaí, Mundo Novo e Bourbon.
Exótico e tropical com notas de garapa, açúcar mascavo, maracujá, manga e acidez vibrante.
A região combina um inverno extremamente seco (máx. 17mm em agosto) com alta tecnologia de pós-colheita. O uso de pátios de asfalto/cimento e secadores mecânicos de última geração, somado à colheita mecanizada, garante a “perfeição” nos cafés naturais.

Minas Gerais (Mata de Minas);
900m a 1.400m;
Quente e temperado, – average temperature of temperatura média de 18.7°C no verão e 15.5°C no inverno.
Catuaí Amarelo e Vermelho, Catucaí e Mundo Novo.
Corpo equilibrado, acidez delicada e uma rica gama de sabores que variam entre notas cítricas, caramelo e chocolate;
Trabalho artesanal e as técnicas desenvolvidas pelos produtores da região resultam em cafés de alta qualidade. O resultado desse esforço é a diversidade de nuances e sabores presentes nos cafés.

Minas Gerais (Sul de Minas);
1.000m a 1.300m.
Quente e temperado, temperatura média de 18.3 °C, sendo 21 °C no verão e 15°C no inverno.
Bourbon Amarelo, Catuaí e Catucaí.
Situada na borda de uma caldeira vulcânica extinta, a região possui solo de altíssima fertilidade e composição mineral única. É o centro estratégico da Bourbon Specialty Coffees, onde a tradição se une à inovação.

São Paulo (Mogiana);
900m a 1.400m;
Quente e temperado, temperatura média de 19.5°C, sendo 22°C ino verão e 16°C no inverno.
Bourbon (Amarelo e Vermelho), Catuaí e Catucaí.
Notas cítricas.; equilíbrio entre acidez, doçura e notas cítricas.
Flexibilidade no processamento: com o método pulped natural como padrão, a região utiliza desde maquinários modernos de lavagem e classificação até secagem em African beds
A Bourbon se compromete com a segurança de fornecimento e consistência e para isso é necessário não apenas acompanhamento e exigência no processo de qualidade do produto, mas também é necessário diversificação geográfica. Na Bourbon, mitigamos os riscos de regiões e produtores, diversificamos e garantimos também a estabilidade diante dos volumes das safras. Nós acompanhamos e exercemos um controle de qualidade rigoroso que garante confiabilidade e segurança de fornecimento. Além do mais metade do café comercializado pela Bourbon possui algum tipo de certificações, tais como: